27 de out. de 2012

Hand in Hand - Ma Li e Zhai Xiaowei


Uma vez me disseram que algumas pessoas não nascem para dançar. Mas todos os maiores exemplos de superação que vemos por aí provam o contrário. Hoje, eu sinceramente acredito que quem ama o que faz, pode fazer qualquer coisa. E, para isso, não é preciso ser famoso, mundialmente conhecido, seu nome pode até ficar fora dos livros de história, desde que sua arte fique gravada na vida das pessoas. Essa é a sina do bailarino.
Esses dois me emocionaram do jeito que eu almejo, um dia, poder emocionar alguém.  Eles não nasceram para dançar, nasceram para fazer o que amam. E, se é que eu sou capaz de falar de forma imparcial, o fazem muito bem.

Para saber mais, aqui.
De resto, é só assistir.




8 de out. de 2012

DANCE - Entrevista com Renata Carvalho

Há algum tempo atrás, em 2009, houve um projeto de língua portuguesa para a construção de uma revista, onde apresentaríamos textos informativos e entrevistas e para o qual teríamos de escolher uma temática que tivesse a ver conosco. Um dos grupos foi composto por nós e duas outras meninas, todas já tinham feito/faziam balé. Então, não poderia ser diferente: nós escolhemos tratar de, nada menos, que DANÇA. 
O nome da revista não foi lá muito criativo mas, podemos jurar, caprichamos nas outras partes.
A primeira e única edição da Dance apresentou-se de forma bem bailarinística mas, para a nossa entrevista, escolhemos alguém que entendesse não só de balé mas de arte em geral. 
Infelizmente, por diversas ocorrências, não possuímos a folha de papel na qual estava impresso o questionário e nossa professora de português levou a revista para "dar o visto" e nunca mais nos devolveu (mas, tudo bem, isso acontece com todos os nossos melhores trabalhos de escola). Por isso, teremos que dar uma de jornalistas e mostrar a entrevista sem o típico formato de perguntas e respostas.
Renata Carvalho
Renata Carvalho Andrade, 27 anos (na época, gente), iniciou seus estudos em dança no ano de 2003 no Portal Hanna Belly (Dança do Ventre) e em Ballet Clássico no ano de 2004 com Tatiane Mellins no Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe. Teve aulas de técnica clássica com a professora Klely Perelo e na Academia Sergipana de Balé. Em 2007, fez vestibular/UFS para Dança e essa trajetória, também foi permeada de cursos, oficinas de outras modalidades de dança, como jazz, contemporâneo, contato-improvisação e etc.
Desde sempre gostava de dançar.  Mas só com o tempo, começou a sentir necessidade de técnica, de profissionalizar o que antes era lazer. E nela, encontrou mais uma forma de falar (estudo do movimento), sem necessariamente verbalizar.
Sua dança favorita é a Contemporânea, "pela liberdade na utilização do espaço, figurino, na descoberta de movimentos através de seu estudo e pela comunicação com outras artes."
Ao ser perguntada sobre o que ela acha da dança como forma de sustento, diz "Depende de como ela faz parte na sua vida. No meu caso, trabalho com dança, minha formação é em dança. O mercado em Aracaju está crescendo, principalmente com a inserção do curso, mas ainda engatinha. Existe preconceito e as pessoas tem dificuldade de encará-la como trabalho. Mas gosto muito do que faço, e talvez essa seja a maior vantagem, fazer o que gosto, independente das dificuldades e viver disso."
Sobre sua maior inspiração, responde "Não teria a maior, mas as maiores: muitas músicas, poesias, filmes, situações, artes plásticas e pessoas (não necessariamente alguma bailarina famosa, pessoas que convivo)."
Ao perguntá-la sobre o que faz além da dança, ela responde que trabalha com artesanato (pintura, papel maché, máscaras...).
Renata Carvalho em Por entre Modigliani e outras intimidades
E, como todos nós que dançamos quase sempre acabamos passando por algumas situações complicadinhas em um ou outro espetáculo (obs.: conosco acontece SEMPRE, sem exceção), pedimos que nos contasse sobre a pior dessas situações de que tivesse recordação, ela diz que no ano de 2006, em um Festival de Dança, o iluminador do Festival deixou a coreografia em que estava 80% na penumbra. E que quase não enxergava  o palco.
Renata Carvalho em Gesto
Por fim, perguntamos o que ela, como profissional de dança, considera mais importante: talento ou dedicação? E ela nos responde algo que levaremos conosco enquanto dure nossa trajetória na dança: "dedicação aliada ao bom senso e ao talento."

1 de set. de 2012

Révérence

Foto: lookbook.nu
Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
A sua dança é toda poesia
Desperta alegria onde havia dor
Rodopia no palco da vida,
Naquela caixinha em forma de amor

Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
De manhã e mesmo à noite
Ofusca o brilho de estrela qualquer
E meu coração, tão bobo da corte
Se contenta com o fato de ser o que é

Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
Ou, quem sabe, me leve com você
Me mostre um mundo de tudo ao revés
Acolha minhas rosas no révérence
Enquanto aplaudo de pé, aos seus pés

Fiz esse poema em homenagem às bailarinas, já que hoje é o nosso dia. Espero não ter sido injusta com os bailarinos, eles não são menos merecedores. Felicidade, a todos e todas! E muita dança sempre!