13 de mar. de 2015

Minha primeira vez nas pontas!

Sófi provando a sapatilha na loja :)
Desde que recebi a notícia de que esse ano entraria na turma de iniciantes nas pontas compartilho comigo mesma um sentimento de "missão cumprida", além de ansiedade. Assistir outras bailarinas usando as sapatilhas sempre me fez suspirar. Elas pareciam tão altas, confiantes e delicadas, mesmo tendo que ter muita força em todos os movimentos e, agora, eu sinto o prazer de estar mais perto de alcançar isso pra mim mesma.
Ainda assim, não sabia qual era sensação até o dia 03/03/2015, e.... Uau! Que dor!! (rs)
E eis que vi e senti em mim mesma o mesmo entusiasmo explícito nos rostos das alunas de baby class, e o sorriso da minha primeira aula se (re)estampou em meu rosto.
As pontas me conquistaram bem antes do meu contato com elas, mas agora eu quero conquistá-las para mim, quero merecê-las, quero que todo o entusiasmo se transforme em determinação e força e que todas as dificuldades apenas me impulsionem.
É um longo caminho, que ainda exigirá muito de mim, mas eu tenho certeza que o meu encanto permanecerá.

P.S.: Juro solenemente sempre subir pela meia-ponta e forçar o colo de pé!

2 de mar. de 2015

5,6,7,8...

Oi, gente! O "As (quase) bailarinas", depois de uma longa temporada off-line, está de volta!
E trago novidades:
Sofia Morais!!!
Essa moça séria e elegante que, não por acaso, é a minha irmã rs

Sofia começou no ballet aos 6 aninhos, mas teve de sair aos 8. Retornou em 2013, aos 11 anos e, desde então, sua paixão pela dança só fez crescer - é a sina, né, minha gente, de toda quase bailarina. Ela, agora, irá compor a nossa equipe aqui no blog e dar aquele gás de que estávamos precisando, aquele entusiasmo de primeiro solo, de descoberta, de curiosidade que, às vezes, corremos o risco de, com o passar dos anos, nos esquecermos. Mas o que seriam das coxias sem o friozinho na barriga?... Toda criança sabe o que é estar numa coxia quando brinca de esconde-esconde. Aquela sensação. Eu a conheço. Mas Sofia a conhece talvez de forma mais viva, ainda mais real.

Como prova disso, no próximo post, ela nos contará sua experiência na tão sonhada primeira aula nas pontas, que irá acontecer, para nossa alegria, esta semana! =))

E layout novo, né?! Fica a promessa.

Até a próxima! E obrigada por curtirem! <3

4 de nov. de 2013

Top 12 - Com balé é mais legal (parte 2)

Realmente não estava brincando quando disse que são muitos clipes com a tal pitada de dança e, como o prometido, aqui está mais um Top 12 com mais dessas belezuras. Confesso que os que eu mais gosto eu  já postei de antemão, fiz isso totalmente "sem pensar", não que eu não goste dos que estarei postando hoje, pelo contrário! rs E aqui estão:

1. Bonnie Tyler - Total eclipse of the heart - desde pequena eu adorava assistir esse videoclipe, tentava fazer as piruetas e tudo mais! Além da música ser um clássico.




2. Mandy Moore - I wanna be with you - as cenas de balé deixam o clipe bem melhor do que seria se não tivesse. Particularmente, acho uma gracinha!




3. Pixie Lott - Broken arrow - diria a mesma coisa que disse no vídeo anterior, em outras palavras: a dança salvou. Um contemporâneo sempre faz bem...




4. Keaton Henson - To you health - Amo esse clipe, ele é cheio de emoção, tem uma bonita coreografia com um puro balé - além da música ser ótima.





5. Kings of Convenience - I'd rather dance with you - Em uma palavra? FOFO! 





6. Hurts - Better than love - Bom, para ser sincera: eu acho chatinho, tanto pela música como por haver pouquíssimo de balé, mas esse foi um dos primeiros que eu lembrei e acabou que ficando no meio da lista. Enfim, tirem suas próprias conclusões:




7. Shakira - Did it again - Aí está mais uma dança caliente! Conhecia a música há um tempo, mas só assisti o clipe ano passado. E ameeei.




8. Vanessa Carlton - Hears the bells - Eu achei esse clipe uma gracinha! Nele, há algumas filmagens caseiras e algumas dessas filmagens são apresentações de balé...




9. Vanessa Carlton - White Houses - Mais um clipe com balé da cantora.




10. Berlinda - See a little light - Bom, o clipe é legal, apesar de eu não gostar da música... 





11. Shinedown - Second chance - Não conhecia até pouco tempo, minha irmã - que já sabe que gosto de clipes assim - que me apresentou. Eu acho legalzinho e a dança ajudou a deixar o videoclipe melhor.



12. Paramore - Still into you - Eu acho fofo.




Espero que tenham apreciado. Gosto da maioria deles e imagino que irão gostar também. 

Au revoir! 


25 de out. de 2013

The Red Shoes (And the red lipstick)

Devido a minha velha mania de prezar pelos meus gostos de infância, quando eu li Sapatilhas Cor-de-rosa - Na Ponta dos Pés um pouco tarde demais para considerá-lo um livro bom, ainda assim, fiquei pensando que eu adoraria tê-lo conhecido no auge dos meus dez anos.
De qualquer forma, acatei as boas dicas bailarinísticas do livro e li o conto de Andersen que inspirou o balé de mesmo nome: Os Sapatinhos Vermelhos. De fato, a história não supera O Patinho Feio, mas a impressão que fica, ao final, é a de que daria mesmo um bom balé.
Então, nas minhas andanças pela internet, descobri que havia um filme... "The Red Shoes". Corri a assisti-lo e me decepcionei com o roteiro, especialmente pelo final "psicodélico". Minha opinião. Depois de longas duas horas, o filme acabou me deixando com aquela coisa "as cenas de dança salvaram" porque, de fato, delas não se pode reclamar. Inclusive um dos grandes destaques do filme, eu diria o clímax, se dá na interpretação do balé, com loooongas (oba!) cenas que fazem suspirar qualquer quase-bailarino.
No fim das contas, olhando o filme como o todo, acho que vale a pena assisti-lo.
Há também uma outra coisa que chamou, particularmente, minha atenção: é uma bela oportunidade de conferir "altos makes" de espetáculo. Segue os closes que consegui printar.

Coppelia

Giselle

Les Sylphide

O Lago dos Cisnes

Os Sapatinhos Vermelhos
Confesso que não entendo muito de maquiagem de balés de repertório, já que, na academia em que faço aulas, não dançamos balés de repertório. Porém, eles sempre me servem de inspiração para minhas maquiagens de palco (IX Mostra de Dança Vivarte, me aguarde!).
Na década de 40, era moda sobrancelha fininha? Bem, devo dizer que, fora isso (porque eu gamo nas sobrancelhas marcadas), achei um arraso!
Além do mais, não sei se vocês notaram,  o bocão vermelho está em todas. <3

18 de out. de 2013

TOP 12 - Com balé é mais legal

 Qualquer coisa com pitada de dança acaba ganhando minha admiração, mas claro, desde que faça jus a ela. E aposto que não é diferente com vocês. Assim, uma coreografia bem caprichada no meio de um clipe é o suficiente para me ganhar, mas... quando se trata de balé clássico, contemporâneo e jazz fico fascinada e muitas vezes eufórica. Então, resolvi compartilhar aqui esses clipes, um Top 12 talvez, pois durante as pesquisas descobri que, para minha surpresa, felizmente, são muitos. 
Aqui vão alguns desses clipes. Prontos?!

  1. Beirut - Elephant Gun; um contemporâneo bem , bem legal, além da música que é muito boa...      
               



     2.  Jennifer Lopez - I'm glad;  nesse videoclipe, J Lo faz uma 'releitura'  de cenas do filme Flashdance, devido a problemas de leitura ou algo parecido não foi possível postar o vídeo diretamente aqui, então, para assistir o vídeo clique aqui.


     3. Pink - Try; a cantora dança um contemporâneo bem 'caliente' durante o videoclipe, eu gostei bastante...



   4. Paul Young -  Every time you go away; "hit de todos os bailinhos de garagem de 1985, esse clipe mistura cenas retrô com sequestro, ballet e uma cena final de libertação numa coreografia de dança moderna.":


    5.  Hole - Violet; essa banda tem vários videoclipes que contém dança, mas esse em especial tem balé e pole dance e eu amo os dois (hehe):




   6. Kanye West - Runaway; além da música ser bacana, tem balé e, como eu disse, já basta (hehehe)...



  7. Lee Ann Womack – I hope you dance; não acho lá essas coisas, mas o balé ajudou a ficar bom... 




   8. Herbert Grönemeyer – Demo; esse em especial tem uma participação de Polina Semionova em total entrega, e é incrível como qualquer solo que ela fez ou venha fazer, meu preferido com certeza!



   9. Sting; esse também é incrível, tem uma participação de Alessandra Ferri e parte da direção também foi dela, ou seja, um arraso!



   10. Adele - Set fire to the rain; apesar de que o videoclipe ter sido gravado com a cover de Adele, a dancinha é bem legal...



  11. Kate Bush - Love and Angel; essa cantora tem vários clipes em que há dança, mas escolhi esse porque é um clássico e acho que precisa ser visto =) :


Outros dos clipes dela que eu gosto: Red ShoesBabooshkaSuspended in GaffaRunning up That Hill e Wuthering Heights. :)


12. Pulp  - The trees; nesse, particularmente, gosto muito da coregrafia, acho bem bacana...




Bom, por hoje é só! Próxima semana estarei postando mais videoclipes - já que a lista é grande. :)

9 de out. de 2013

Nó - Cia. de Dança Deborah Colker

Oi, oi! Como bem diz o ditado "quem é vivo, sempre aparece". E aqui estou novamente para que continuemos nosso papo bailarinístico.
Eis que no dia 02/07, a convite de nossa professora de balé, fomos ao Teatro Tobias Barreto em Aracaju, capital sergipana, assistir ao espetáculo "Nó" da Cia. de Dança Deborah Colker. Confesso que, apesar de o nome não me soar estranho, não conhecia o trabalho de Deborah até então, o que, de certa forma, me fez atentar para o fato de que eu deveria ser mais curiosa quanto ao trabalho dos brasileiros na dança, os nomes de referência, as companhias daqui etc, mas isso é assunto para outro post.
O fato é que esse espetáculo rendeu-nos uma noite maravilhosa e emocionante. "Nó" fez a sua estreia mundial no dia 5 de maio de 2005, na Alemanha, e deste então vem fascinando o público ao tratar de algo que faz parte do mistério de nossa natureza: o desejo. Afinal, que somos seres desejantes, isso não é novidade para ninguém. Mas, se pararmos para pensar, tudo o que realizamos é fruto de um desejo prévio, seja ele consciente ou não.
No primeiro ato, os bailarinos se movimentam em meio a um emaranhado de 120 cordas. Cordas que dão nós e que simbolizam os laços afetivos que nos amarram.
No segundo ato, saem as cordas e o palco é ocupado por uma caixa transparente de 3,1 x 2,5 (...) Neste aquário gigante, feito de alumínio e policarbonato, os bailarinos se enlaçam, se atraem e opõem, se atam e se desatam. É uma metáfora do desejo, daquilo que se ambiciona, mas não se pode realizar.
E, logo abaixo, um trecho do espetáculo:

Atualização:
A nova temporada está aí:

9 de abr. de 2013

Shadowland

Devo começar esta postagem dizendo que a arte nunca deixará de surpreender-me e de fazer-me suspirar. E que o mundo tem, sim, muitas pessoas criativas, artistas de verdade! Essas pessoas estão espalhadas em todos os lugares, umas ganharam a sorte grande, entretanto, a maioria ainda está por aí, compartilhando os seus dons com quem quer que tenha sede de sensibilidade - mesmo não tendo seu merecido reconhecimento -. De qualquer forma, nada nunca impedirá que nós as reconheçamos.
Ainda ontem, enquanto estava num dos cubículos do banheiro da escola, ouvi uma voz doce, realmente encantadora, cantando lindamente: quando saí, dei de cara com a tia da limpeza. Tive vontade de dizer "que voz incrível a senhora tem!", em vez disso, fui embora. Mas alguma coisa permaneceu em mim... não demorou muito até que eu me desse conta de que aquela mulher cantava com o coração, e de como isto tinha feito a diferença.

Bom, achei que este vídeo veio a calhar... aliás, foi ele o motivo da primeira frase do post.


E eu não poderia deixar de dizer: ontem foi um dia muito feliz para muita gente, é que 08/04 é o aniversário de Megan! Mais uma vez: Parabéns, Meg!

8 de mar. de 2013

Desenho em Movimento

Precisando de inspiração? Este é um vídeo que além de inspirador, emociona os que tem sensibilidade.
Vale a pena apertar o play.





Beijos e até mais :*

7 de mar. de 2013

I Workshop de Dança Contemporânea em Estância


Na semana passada, ocorreu o I Workshop de Dança Contemporânea em Estância, uma iniciativa da Escola de Dança Vivarte e do bailarino e coreógrafo sergipano Everaldo Pereira. 
"Há 14 anos, Everaldo reside em Londres e é criador da Compainha de Dança Nu Tempo, que vem realizando belos e reconhecidos trabalhos na arte da dança. Com muitos dos seus familiares estancianos, tem o orgulho de voltar à terra e demonstrar, de perto, o seu talento (...) Seu programa é focado no movimento e na musicalidade. Com atenção particular às habilidades do desempenho, suas práticas dinâmicas fazem você viajar através do espaço e apreciar seu corpo usando uma gama de ritmo e estilos"

Ele disse, em seu perfil no Facebook:
Atravessar o Oceano Atlântico e voltar às minhas raízes, mais precisamente à Estância, para fazer um workshop, é, sem dúvidas, umas das coisas mais bacanas que poderia ter feito nessa minha temporada no Brasil.
O evento ocorreu entre  25 de fevereiro e 01 de março e contou com a participação do percussionista, também sergipano, Pedro Mendonça.

Talvez já tenha dado para notar o quanto esse Workshop foi uma experiência maravilhosa para todos nós que tivemos a oportunidade de integrá-lo, e, quanto às particularidades de cada um, o modo como nosso já querido professor realizou seu trabalho só pareceu evidenciá-las.
Praticamente, desde o momento em que ingressei no balé, também me vi envolvida na dança contemporânea. Mas é certo dizer que essa foi a primeira vez em que eu me permiti a espontaneidade indispensável neste tipo de dança, vejo agora que, por um motivo ou por outro, eu não me deixava "levar", a não ser quando os passos já me eram apresentados de antemão, não dava a liberdade pela qual meu corpo, silenciosamente, implorava, aqueles movimentos fluidos que nos dão o prazer de poder expressar livremente qualquer coisa. Eu me senti nativa nesta "viagem através do espaço" e, consequentemente, extremamente feliz. E minha professora que sempre nos diz "quem dança uma coisa, dança qualquer coisa"...

A finalização do evento se deu com uma aula em local público; familiares, amigos, admiradores da dança e demais curiosos puderam, então, apreciar uma parte dos trabalhos que foram realizados durante a semana, numa extraordinária noite cultural.
Participantes do I Workshop de Dança Contemporânea em Estância

Fotografias do balé das décadas de 30 e 50

Já contei a vocês que além da minha paixão pelo balé, tenho uma grande admiração pela fotografia? Pois é, essa arte de desenhar através do uso da luz, me fascina. E  ao tentar, mais uma vez, unir o útil ao agradável, durante uma pesquisa, achei fotografias raras, que foram disponibilizadas pela Biblioteca Estadual de Nova Gales do Sul (Austrália), de performances dos bailarinos famosos entre as décadas de 30 e 50. 
E essas são algumas das belezuras desse registro fantástico:









 E o balé desde sempre fascinante, não é mesmo? 




6 de mar. de 2013

É hoje, gente!

Hoje o As (quase) bailarinas está completando o primeiro ano \o/, e há um ano atrás (após tanta insistência acabei dando o braço a torcer) nos convencemos que seria uma boa ideia criá-lo. Pretendíamos usar esse espaço "para falar do balé da forma como o vemos e tudo o que entendemos, mesmo não sendo muito", e esse tempo no blog e na dança nos ajudou a entender melhor o que, de certa forma, já sabíamos: que apesar de não ter verdadeiro dom para a dança, o amor por ela ligado a persistência e dedicação são o suficiente para nos fazer alcançar conquistas.
Catherine Megan

Sim, hoje é um dia muito especial para nós! É certo que esse ano último ano foi, de fato, um alvoroço e não pudemos nos dedicar ao blog da maneira que gostaríamos e esperávamos. Mas o mais importante permaneceu: nossa dedicação à dança. Foram muitos dias exaustivos, de correr do instituto para a escola de balé, da escola de balé para outros locais. Não foi nada fácil ser pontual. Entretanto, por mais que as 24 horas do dia não tenham sido o bastante, aquelas 4 horinhas da semana reservadas ao que faz nossos olhos brilharem e nosso corpo aprender a falar fez com que nos tornássemos mais o que queremos ser e tudo isso, como sempre, valeu a pena.
Sara Morais
E, para comemorar, Polina Semionova numa emocionante entrega de si:
* Obrigada, John, por ter compartilhado este vídeo conosco!

22 de dez. de 2012

Antes da aurora

Poema escrito em 12 de dezembro de 2012, dedicado à tia Fabiana e declamado na VIII Mostra de Dança Vivarte
Fabiana Montalvão em "A Cor do Brasil", VIII Mostra de Dança Vivarte

Você dança antes da aurora
Quando o sol ainda dorme
Mas o mundo já está brilhando

Você dança antes da primavera
No frio fustigante do inverno
Mas as flores ao redor já desabrocharam

Você dança ao som de qualquer silêncio
Quando o pianista está em horário de almoço
Mas a vida soa como música

Você dança até cansar
E não se cansa
Você sente, você dança
Sem parar para pensar

Bailarina por inteiro
Mesmo numa meia-ponta
Que prefere realizar
A brincar de faz-de-conta

27 de out. de 2012

Hand in Hand - Ma Li e Zhai Xiaowei


Uma vez me disseram que algumas pessoas não nascem para dançar. Mas todos os maiores exemplos de superação que vemos por aí provam o contrário. Hoje, eu sinceramente acredito que quem ama o que faz, pode fazer qualquer coisa. E, para isso, não é preciso ser famoso, mundialmente conhecido, seu nome pode até ficar fora dos livros de história, desde que sua arte fique gravada na vida das pessoas. Essa é a sina do bailarino.
Esses dois me emocionaram do jeito que eu almejo, um dia, poder emocionar alguém.  Eles não nasceram para dançar, nasceram para fazer o que amam. E, se é que eu sou capaz de falar de forma imparcial, o fazem muito bem.

Para saber mais, aqui.
De resto, é só assistir.




8 de out. de 2012

DANCE - Entrevista com Renata Carvalho

Há algum tempo atrás, em 2009, houve um projeto de língua portuguesa para a construção de uma revista, onde apresentaríamos textos informativos e entrevistas e para o qual teríamos de escolher uma temática que tivesse a ver conosco. Um dos grupos foi composto por nós e duas outras meninas, todas já tinham feito/faziam balé. Então, não poderia ser diferente: nós escolhemos tratar de, nada menos, que DANÇA. 
O nome da revista não foi lá muito criativo mas, podemos jurar, caprichamos nas outras partes.
A primeira e única edição da Dance apresentou-se de forma bem bailarinística mas, para a nossa entrevista, escolhemos alguém que entendesse não só de balé mas de arte em geral. 
Infelizmente, por diversas ocorrências, não possuímos a folha de papel na qual estava impresso o questionário e nossa professora de português levou a revista para "dar o visto" e nunca mais nos devolveu (mas, tudo bem, isso acontece com todos os nossos melhores trabalhos de escola). Por isso, teremos que dar uma de jornalistas e mostrar a entrevista sem o típico formato de perguntas e respostas.
Renata Carvalho
Renata Carvalho Andrade, 27 anos (na época, gente), iniciou seus estudos em dança no ano de 2003 no Portal Hanna Belly (Dança do Ventre) e em Ballet Clássico no ano de 2004 com Tatiane Mellins no Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe. Teve aulas de técnica clássica com a professora Klely Perelo e na Academia Sergipana de Balé. Em 2007, fez vestibular/UFS para Dança e essa trajetória, também foi permeada de cursos, oficinas de outras modalidades de dança, como jazz, contemporâneo, contato-improvisação e etc.
Desde sempre gostava de dançar.  Mas só com o tempo, começou a sentir necessidade de técnica, de profissionalizar o que antes era lazer. E nela, encontrou mais uma forma de falar (estudo do movimento), sem necessariamente verbalizar.
Sua dança favorita é a Contemporânea, "pela liberdade na utilização do espaço, figurino, na descoberta de movimentos através de seu estudo e pela comunicação com outras artes."
Ao ser perguntada sobre o que ela acha da dança como forma de sustento, diz "Depende de como ela faz parte na sua vida. No meu caso, trabalho com dança, minha formação é em dança. O mercado em Aracaju está crescendo, principalmente com a inserção do curso, mas ainda engatinha. Existe preconceito e as pessoas tem dificuldade de encará-la como trabalho. Mas gosto muito do que faço, e talvez essa seja a maior vantagem, fazer o que gosto, independente das dificuldades e viver disso."
Sobre sua maior inspiração, responde "Não teria a maior, mas as maiores: muitas músicas, poesias, filmes, situações, artes plásticas e pessoas (não necessariamente alguma bailarina famosa, pessoas que convivo)."
Ao perguntá-la sobre o que faz além da dança, ela responde que trabalha com artesanato (pintura, papel maché, máscaras...).
Renata Carvalho em Por entre Modigliani e outras intimidades
E, como todos nós que dançamos quase sempre acabamos passando por algumas situações complicadinhas em um ou outro espetáculo (obs.: conosco acontece SEMPRE, sem exceção), pedimos que nos contasse sobre a pior dessas situações de que tivesse recordação, ela diz que no ano de 2006, em um Festival de Dança, o iluminador do Festival deixou a coreografia em que estava 80% na penumbra. E que quase não enxergava  o palco.
Renata Carvalho em Gesto
Por fim, perguntamos o que ela, como profissional de dança, considera mais importante: talento ou dedicação? E ela nos responde algo que levaremos conosco enquanto dure nossa trajetória na dança: "dedicação aliada ao bom senso e ao talento."

1 de set. de 2012

Révérence

Foto: lookbook.nu
Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
A sua dança é toda poesia
Desperta alegria onde havia dor
Rodopia no palco da vida,
Naquela caixinha em forma de amor

Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
De manhã e mesmo à noite
Ofusca o brilho de estrela qualquer
E meu coração, tão bobo da corte
Se contenta com o fato de ser o que é

Bailarina, dance pra mim
Bailarina, fique aqui
Ou, quem sabe, me leve com você
Me mostre um mundo de tudo ao revés
Acolha minhas rosas no révérence
Enquanto aplaudo de pé, aos seus pés

Fiz esse poema em homenagem às bailarinas, já que hoje é o nosso dia. Espero não ter sido injusta com os bailarinos, eles não são menos merecedores. Felicidade, a todos e todas! E muita dança sempre!

7 de ago. de 2012

... Interessante


Estava pesquisando alguns vídeos sobre técnicas e dicas, e achei esse vídeo com trechos de uma aula da década de 50, do Ballet Bolshoi, realmente muito interessante:


A-do-rei poder ver as mudanças e matar algumas curiosidades!!



27 de jul. de 2012

Sonho, sonho. Realidade, à parte.

Sei que, às vezes, posso parecer um tanto sonhadora demais - até para mim mesma - e estive a pensar ao que isso me levaria, quero dizer, o que poderia me acontecer na pior das hipóteses. Foi aí que descobri que  posso perfeitamente separar, na minha vida, os meus sonhos e a minha realidade.
Foto: We Heart It
Eu sonho em ser uma bailarina profissional, ingressar em alguma companhia de dança e viajar pelo mundo para fazer o que eu amo, sonho em ter flexibilidade, equilíbrio, força, concentração, destreza, delicadeza, fluidez e tudo o mais que seja necessário. Sonho em dançar tão bem quanto respiro. Em me superar a cada dia - a dor, o cansaço, a ansiedade, o medo. Bater meus próprios recordes. Vibrar de felicidade por conseguir o que custara muito esforço. Ser bailarina completa.
A minha realidade é que faço aulas de balé por duas horas duas vezes na semana, há quatro anos, tendo parado por um ano na metade deste tempo. É que nunca dancei nenhum repertório, nem fiz nenhum solo, tampouco pas de deux. E que não tenho tanta flexibilidade quanto gostaria. Nem equilíbrio. Nem força. Nem todas as outras coisas  de que falei. E que considero meu desempenho nas pontas um tanto quanto precário. A minha realidade é que assisto vídeos de dança na internet que fazem meus olhos marejarem de admiração e que, eventualmente, me deixam deprimida, pensando que eu jamais conseguiria fazer o que aqueles bailarinos incríveis fazem (sei que a gente tenta fugir dessa coisa do "nunca", mas todo mundo sabe que é inevitável). A minha realidade é que moro em cidade pequena, onde não há teatros (exceto por um, totalmente inviável para apresentações de dança) e que temos sorte de que a nossa escola de balé exista. E que, talvez, muito provavelmente, terei de deixá-la no próximo ano, devido aos estudos.
Mas eu não penso em parar de dançar. Não depois de ter experimentado. Não depois de ter subido nas pontas pela primeira vez. Não depois do som dos aplausos, nos espetáculos. Muito menos depois de ter aprendido a ser menos desengonçada (hahah). 
A concepção de sonho e realidade muda na dança. Que parece sonho, mas é real. Que parece arte, mas, para muitos, é vida. Porém, acho que sou capaz de discernir até onde posso ir, dentro das minhas possibilidades, sem ainda analisar a questão de que "nada é impossível". E para dançar, antes de tudo, é necessário manter os pés no chão. Mesmo um salto tem dois pliés.
Foto: Minha, de meus pézinhos. :P

11 de jul. de 2012

CON-SE-GUI!

We Heart It

Olha eu, toda feliz, vindo compartilhar disso com vocês: Consegui abertura suficiente para um grand ecárt!!!
Aconteceu ontem e eu só pensei, o tempo todo, em correr e despejar minha euforia aqui, só que foi um dia um tanto quanto corrido. E, enfim, nunca é tarde demais para uma boa notícia.
Fiquei super empolgada... tentei tirar foto mas, nada que preste para alguém que ainda estava de pijamas e descabelada e gravei até vídeo (que não vou postar por motivos óbvios, embora seja especial demais para que eu me desfaça dele). Ainda estou com as articulações doloridas mas me arriscarei a alongar de novo logo logo - principalmente porque o recesso das aulas está acabando (finalmente!), aí né.
E lembram de todo aquele blá blá blá? Bem, funcionou comigo.
Próxima meta é um grand jeté que inaugure os 180º no ar. Não gosto da ideia de que um espacate sirva somente para fazer pose bonita no final da coreografia, não obstante, ficarei contente em terminar uma próxima nesta posição. Hahah.
Já contei para vocês como eu amo o balé de paixão? Pois é...

9 de jun. de 2012

Retrato de bailarinas por Degas

Duas Bailarinas no Palco, 1874.

Nunca reparei neste quadro que está há tanto tempo na parede da minha sala de balé. Até conhecer o trabalho de Edgar Degas e, com ele, toda a sua sensibilidade, tanto para a arte como para a vida.

Bailarina em Frente da Janela, 1877.

E este estará, muito em breve, na parede do meu quarto.

Pois é. Inspiração.

29 de mai. de 2012

Dançando em outras artes

Lá vai. Eu e Megan estivemos preparando algo muito especial - que nos manteve ocupadas algum tempo (fora as duas semanas de provas na escola) - para nossa professora de balé, que completou mais uma primavera no dia dezenove do mês passado. A ideia inicial era presenteá-la com algo que tivéssemos feito por nós mesmas e, depois de inúmeros planos mirabolantes, nos decidimos por isso:

Imagens em ordem cronológica do processo de criação
Primeira camada de pintura
Segunda camada de pintura e sombreamento interno
Desenho contornado com pincel e sombreamento externo
Megan escrevendo "As quase bailarinas"
"As quase bailarinas"
Detalhe da assinatura no canto direito da bolsa
Camada de glitter no tutu
Efeito do glitter
Resultado final - Bolsa pronta
Afinal de contas, nós sabemos bem, bolsas são indispensáveis para quem tem tanto o que carregar o tempo todo.

P.S.: Corremos muito e mesmo assim o presente não foi entregue à tempo - nem para o Dia da Dança (céus!). Mas "tia Fabi" não pareceu se importar. E, não conseguimos tirar fotos da pintura quando ainda era um rascunho à lápis mas, Megan vai virar fotógrafa digna daqui uns tempos e não haverá mais problemas desse tipo.
Clique aqui, e conheça a sessão "Bolsa de Bailarino" da Revista de Dança.
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